Nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, a região trinacional celebra os 61 anos de inauguração da Ponte Internacional da Amizade. Muito mais do que uma ligação de concreto entre Foz do Iguaçu (Brasil) e Ciudad del Este (Paraguai), a estrutura de 552 metros de extensão representa o coração pulsante da economia e da diplomacia do Mercosul.
A construção, que mobilizou mais de mil operários entre 1956 e 1965, nasceu de um projeto ambicioso de conexão continental. Na visão dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e Alfredo Stroessner, a ponte era a peça-chave para o pan-americanismo, ligando o Porto de Paranaguá, no Atlântico, até Lima, no Peru, no Oceano Pacífico.
Arte e Coexistência na Fronteira Quem cruza a fronteira hoje encontra um cenário que une engenharia e preservação. Desde as comemorações de 60 anos, em 2025, a aduana brasileira ganhou cores com o mural “Coexistir”. A obra, que ocupa 100 m², foi criada pelo Projeto Onças do Iguaçu em parceria com o artista Igor Izzy, retratando a convivência harmônica entre humanos e a onça-pintada.
Já no Mirante Binacional, a obra “Amizade”, de Pas e Mavi, simboliza a parceria histórica entre as duas nações através das belezas naturais, reforçando o legado de integração que a ponte propõe desde a sua fundação.
A fundação de Ciudad del Este, em 1957, ocorreu justamente para dar suporte à vocaçao da ponte como um hub comercial. Segundo o historiador Micael Alvino da Silva, essa projeção se concretizou nas décadas seguintes.
Hoje, milhares de pessoas cruzam a estrutura diariamente. São estudantes de medicina, trabalhadores do comércio e turistas em busca de oportunidades no Paraguai. Esse fluxo intenso motiva, inclusive, grandes promoçoes coordenadas entre lojistas paraguaios e o trade turístico de Foz do Iguaçu, movimentando toda a economia regional.