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Novo Xiaomi SU7 esgota 15 mil unidades em 34 minutos na China

Novo Xiaomi SU7 esgota 15 mil unidades em 34 minutos na China

Xiaomi apresentou oficialmente, no último dia 19, a nova geração do SU7, o sedan elétrico que, em apenas dois anos, tornou-se um dos veículos premium mais vendidos na China. O entusiasmo em torno do modelo foi tão grande que as primeiras 15 mil unidades foram reservadas em apenas 34 minutos após a abertura das encomendas. A linha mantém as três versões — Standard, Pro e Max — com preços agressivos para enfrentar diretamente o Tesla Model 3.

A grande novidade desta geração é a democratização do hardware de condução autônoma. Agora, todas as versões saem de fábrica com LiDAR, radar milimétrico 4D, 11 câmeras de alta definição e 12 radares ultrassônicos. O sistema conta até com limpeza automática para sensores e câmeras.

Inteligência Artificial e Cabine Inteligente

O sistema de condução estreia a arquitetura XLA, que permite controlar mudanças de faixa e ajuste de velocidade por comandos de voz. Tudo é gerenciado pela plataforma NVIDIA DRIVE AGX Thor, com um poder de processamento 37,8% superior à geração anterior.

No interior, o SU7 oferece acabamentos de toque suave e um sistema de iluminação com 256 cores ajustáveis. Os bancos possuem 18 modos de ajuste, incluindo massagem, ventilação e aquecimento. O “cérebro” da cabine é o Xiaomi HyperOS, rodando sob o processador Qualcomm Snapdragon 8 Gen3, garantindo conexão Wi-Fi 7 e um modo sentinela (antirroubo) 40% mais eficiente.

Performance de Superesportivo

Equipado com o motor Xiaomi HyperEngine V6s Plus, a versão Max entrega números impressionantes:

  • Aceleração: 0 a 100 km/h em apenas 3,08 segundos;
  • Velocidade Máxima: 265 km/h;
  • Autonomia: Até 902 km (na versão Pro, padrão CLTC);
  • Recarga: Recupera 670 km de autonomia em apenas 15 minutos de carga.

 

O chassi foi reforçado com aço de ultra-alta resistência, garantindo maior rigidez torsional e segurança em capotamentos. O veículo conta ainda com nove airbags de série e um sistema de abertura de portas triplo, que funciona mesmo se a bateria principal falhar após uma colisão.

Preços e Versões 

Disponível exclusivamente para o mercado chinês por enquanto, os valores impressionam pela entrega tecnológica. Preparamos uma tabela de preços, fazendo uma conversão direta para Dólar e Real (considerando o câmbio atual, sem levar em considerações as taxas de importação ou impostos brasileiros):

Versão Preço em Yuan (RMB) Preço em Dólar (USD) Conversão para Real (BRL)*
Standard 219.900 $ 30.500 R$ 152.500
Pro 249.900 $ 34.700 R$ 173.500
Max 303.900 $ 42.200 R$ 211.000

*Valores baseados em conversão livre; não incluem custos de nacionalização, frete ou impostos brasileiros.

 

Será que cabe no bolso do brasileiro?

Embora os valores convertidos do Xiaomi SU7 pareçam atraentes, o consumidor brasileiro que optar pela importação direta deve estar preparado para uma carga tributária que pode dobrar o valor do veículo.

Desde 2024, o Governo Federal retomou a cobrança gradual de impostos sobre veículos eletrificados para estimular — leia-se “proteger” — a indústria nacional. Confira os principais tributos que incidem sobre a base de cálculo (Valor do Veículo + Frete + Seguro):

  • Imposto de Importação (II): Para carros 100% elétricos, a alíquota atual está em 25% (com previsão de chegar a 35% em julho de 2026).
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): Varia conforme a eficiência energética e o peso do veículo, situando-se geralmente entre 7% e 12%.
  • PIS/Cofins-Importação: Alíquota combinada de aproximadamente 11,6%.
  • ICMS: Imposto estadual que, no Paraná, gira em torno de 19% (aplicado sobre o valor já acrescido dos impostos federais).
  • Taxas Aduaneiras e Homologação: Além dos impostos, existem custos com o desembaraço nos portos, taxas do Denatran para homologação do modelo no Brasil e o frete internacional especializado.

 

Em uma estimativa realista, o valor final do veículo nacionalizado pode custar entre 90% e 120% a mais do que o preço de compra na China. Além disso, a burocracia brasileira pode fazer com que o consumidor que optar pela importação espere muitos meses até que possa finalmente poder transitar com esse veículo pelas ruas. Vale lembrar ainda que a importação por conta própria não oferece garantia de fábrica ou rede de assistência técnica autorizada em território nacional.

 

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